“A respiração é a comprovação de Sansara e da roda da vida, pois se respiramos vivemos, se não respirarmos morremos”.

Máxima Budista

Na Antigüidade os homens viviam segundo o Tao, seguiam a lei do yin e Yang, conservavam-se em harmonia com as grandes leis e proteção da vida, eram moderados  na sua alimentação, acordavam e   descansavam de forma  regular e trabalhavam  sem excesso. Com isso   mantinham  o corpo unificado com o espírito, cumpriam seus destinos e atingiam o máximo de vivência,  ultrapassando os 100 anos.”

Nei Jing Huang Di So Wen Em “O tratado de Medicina Interna do Imperador Amarelo”

Não se pode identificar a origem histórica do Qi Gong. Ela se perde nas brumas do passado da milenar história da China. Ele é o resultado de alguns milhares de anos de experiência do homem no desenvolvimento do uso da energia cósmica para inúmeros propósitos definidos. Os antigos  mestres e sábios do passado desenvolveram as artes da energia para curar doenças, promover a saúde e a longevidade, melhorar as habilidades de luta, expandir a mente e aumentar a capacidade intelectual, alcançar níveis diferenciados de consciência e atingir a espiritualidade. Essas artes que se utilizam da energia cósmica se desenvolveram separadamente apesar de muitas vezes terem  influenciado umas as outras e serem conhecidas por nomes diferentes: Arte de desenvolver o Elixir, Arte do fortalecimento interno, Alquimia interna, Kung Fu interno, Arte da longevidade. Porém, todas elas tinham um fator em comum – Todas envolviam o Chi ou energia. Somente em meados da década de 50 é que essas artes ficaram conhecidas como Qi Gong, isto é, “arte da energia ou trabalho interno”.

 Nos últimos anos Qi Gong, tornou-se um grande parceiro da medicina tradicional chinesa conservando a saúde e curando as enfermidades e tem se difundido rapidamente nas cidades de toda a China. Todos os dias logo pela manhã, nas salas, jardins e parques, muita gente pratica religiosamente os exercícios característicos do Qi Gong.