O MEIO DOURADO DE TSESZE

  1. A Harmonia Central.

(I) O que é dado por Deus é o que chamamos natureza humana. Cumprir a lei de nossa natureza humana é o que chamamos caminho. O cultivo do caminho é o que chamamos instrução.

O Caminho é uma lei a que não podemos, por um só instante que seja em nossa existência, fugir. Se pudéssemos dele escapar, não seria mais o Caminho. Por conseqüência, eis porque o homem moral (ou homem superior) espreita diligentemente o que seus olhos não podem ver, receia e se atemoriza com o que seus ouvidos não podem ouvir.

Nada há de mais evidente do que o que não pode ser visto com os olhos e nada de mais palpável do que o que não pode ser percebido pelos sentidos. Por conseguinte, o homem moral espreita diligentemente seus pensamentos secretos.

Quando as paixões, tais como a alegria, a cólera, o pesar e o prazer ainda não acordaram, temos nosso eu “central” ou ser moral (chung). Quando essas paixões acordam e cada qual, e todas, atingem uma certa medida e grau, temos a “harmonia”, ou ordem moral (ho). Nosso eu central, ou ser moral, é a grande base da existência, e a “harmonia”, ou ordem moral, é a grande base da existência, é a lei universal no mundo.